segunda-feira, 3 de julho de 2017

Mergulhos rasos


Morreu afogado na própria necessidade! Era um bom inseto. Tranquilo com os homens e horrado com os sapos. Desiludido com a vida. Escolheu mergulhos rasos, à realidades Claras de um candeeiro aceso.

Outras flores


Todos os dias me inspiro em mulheres que brotam em terras inférteis! Em flores guerreiras que não têm cheiro de jasmins, nem cores de azaleias! São flores brutas, flores firmes, flores afrontosas ... E elas brotam em cimento, na ruas, nos becos, nos palanques, nos laboratórios, nos campos de batalhas! Elas inspiram cores, com pétalas de coragem!

De novo, fiquei!

                                         
                                       Meu chão descalço
                                       Que brota despedida
                                       Que mesmo quando vindo
                                       Já foi
                                                                                            Morreu ontem!

                                       Caindo flor por flor
                                       O jardim levantou-se
                                       E já foi
                                                                                      De novo, eu fiquei!

sábado, 22 de abril de 2017

Você entre as nuvens e as sombras.

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Havia um tempo em que as nuvens sincronizavam com as sombras – e eu não fazia ideia da origem mecânica! Hoje, é impossível acompanhar todos os sentimentos. Os ventos não caminham de maneira que me permita flutuar sob sua atmosfera. Então aceite o tempo sentado ao seu lado. Mudo e inquieto. Ele é o melhor que você pode ter. Você vai envelhecer em frente ao espelho e todas as suas expressões irão continuar a mesma - Seus olhos, sua boca e suas veias, ou qualquer outra parte do seu corpo – vai dançar entre as nuvens e as sombras. E então, dominar o tempo!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Sem florescer, não enraizo!


A minha rosa é amarela mesmo que nunca tenha vestido espinhos! Sem florescer, não enraizo. Do contrário, impossível! E crio espaço, quando germino. São sem tempos - colher, madura - Nos cantos das flores, daninhas em cores! Regar o caminho. Seguir brotando, devagarinho...
Raminho por raminho. 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Amadurecer



Fiz uma oração pedindo a poesia
Não me abandonar
Eu estou velha
E não bastasse a surdez para os bons silêncios
Eis que agora sofro da falta das palavras

Amadurecer, silencia?

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Impossíveis causas da poesia!


Eu não sei como funcionam suas mãos quando escrevem poesias em mim. E nem das poesias que descrevem as suas mãos em mim. Pouco sei desse silêncio que encara o indescritível. Das possíveis impossibilidades que somos. Porque não somos. E sobre isso, ninguém nunca escreveu!  

sábado, 16 de janeiro de 2016

Pisando em ovos, em nuvens, ou na contramão!


Nem apressados e nem parados. Inquietos, ritmando o tempo. Rachados, tropeçando no vento. Queimando no Sol, descalços. Procurando sua sombra no chão - que chão? Pisando em ovos, em nuvens, na contramão! Nem apressados e nem à passeio. Apenas, aterrizando no chão.  

terça-feira, 28 de julho de 2015

Café


Pode existir muitas ilusões que honre um homem... Mas o café é o único que desilude logo cedo.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Sete mares e pouco açúcar


Você nem faz ideia das tempestades que venho tentando engolir! Dos setes mares que existem em cada xícara. Das pausas turbulentas entre uma onda e outra que esqueço de adoçar. Ah, meu bom leitor, já faz tempo que, sentada, balanço os pés na borda da xícara esperando a maré baixar!